5 atitudes para manter a boa gestão na empresa familiar

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Artigo - 4 de fevereiro de 2020

Por Sebrae-SP  | Empresa Familiar, Negócios em Família

Boa parte dos pequenos negócios é formada por parentes. Uma empresa familiar costuma ter um desafio a mais nas relações interpessoais, já que se dão de forma diferente quando acontece entre sócios ou funcionários que são pais, filhos, tios, avós, primos etc.

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A última pesquisa do Sebrae sobre as empresas familiares registrou que quase 24%, dos seis mil CNPJ entrevistados, tinham em seu quadro societário um parente, e pouco mais de 22% havia empregado um familiar. No Estado de São Paulo, o percentual de sócios com grau de parentesco é de 23,7% e 19,1% registra funcionários parente. Entre sócios e/ou funcionários, as EPPs (Empresas de Pequeno Porte) são as que mais reúnem familiares, 59% delas registram parentes em seus quadros. Entre os setores, o industrial é o que apresenta maior percentual de empresas familiares, 39%. No comércio são 38% e 35% no setor de serviços.

A sucessão costuma ser um tema sensível, mas outros pontos, muitas vezes que passam despercebido, acabam impactando no dia a dia da empresa, influenciando nos negócios, como as próprias relações entre os familiares, a gestão dos recursos e separar a parte emocional e a intuitiva das questões que exigem a tomada de decisões que podem contrariar interesses individuais. Mas também há pontos favoráveis às empresas familiares, como o comando único da firma, a estrutura administrativa diminuta, uma equipe determinada e dedicada, as relações com a comunidade e até mesmo a relação entre os parentes pode ter um impacto positivo também.

Confira 5 dicas do Sebrae para não deixar que as relações familiares interfira nos bons negócios:

1 – Papeis definidos
É importante que os papeis e atribuições de cada pessoa na empresa estejam bem definidos de modo a evitar possíveis conflitos de competência em atividades como compras, vendas, comunicação, gestão de mídias sociais, relações com funcionários, entre outras.

2 – Muita conversa e alinhamento
Dentro da empresa, estando os papéis muito bem definidos, não pode ocorrer de alguém por ser pai, tio, ou irmão mais velho ter maior poder ou decidir assuntos que sejam da competência de outro. Por isso, é necessário que haja muito diálogo entre os integrantes do grupo para que não haja desavenças que acabem causando prejuízos para os negócios e na harmonia familiar.

3 – Remuneração combinada
É preciso que se tenha uma definição prévia da remuneração de sócios investidores e sócios comprometidos com o dia a dia da empresa. Isso fará com que não haja problemas relacionados à divisão dos lucros da empresa familiar, ou que a remuneração de quem está dedicando maior tempo seja prejudicada.

4 – Contrate profissionais
Nem sempre é bom a empresa familiar atuar só com seus membros, por isso é bom contratar também profissionais de mercado para integrar também a firma e trazer um olhar de fora, inovações e propostas de fora do círculo de influência familiar. Tem um profissional contratado ajuda a observar a empresa também com maior profissionalismo.

5 – Sucessão
Treine sua equipe, elenque as competências necessárias para cada função dentro da empresa, e jamais considere um funcionário ou sócio como eterno. Forme as “novas gerações” da família para encarar desafios e manter a empresa funcionando. O processo sucessório em um empreendimento familiar é complexo, mas um desafio que precisa ser encarado a quanto antes.

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Crédito: Divulgação Sebrae

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