Clubes de assinatura crescem com distanciamento social

Quero ser mais competitivo no meu setor

Artigo - 16 de junho de 2020

Por Sebrae-SP 

Pensar em fidelização de clientes em tempos tão instáveis para os negócios pode parecer contraditório. Mas, na prática, isso vem acontecendo com empreendedores que investiram na criação de clubes de assinatura para estreitar relacionamento com seus consumidores. As possibilidades vão muito além dos famosos clubes de vinhos. Qualquer empresário pode criar o seu, desde que observe alguns pontos de atenção.

A consultora de negócios do Sebrae-SP Caroline Minucci reforça que, para ter sucesso com um clube de assinaturas, o produto ou serviço precisa ser de consumo recorrente. “Não adianta querer implantar um clube de assinaturas de um produto se essa necessidade não é real. Nesse caso, não tem efeito. Você precisa conhecer os hábitos de seu cliente e saber se esse ele consome esse produto ou serviço de forma contínua”, avalia.

Ao observar que alguns clientes compravam os mesmos produtos com certa frequência, a nutricionista e empreendedora Marcia Brandão, dona da Delícias Nutritivas com a irmã Silvia Brandão, lançou um clube de assinaturas para seus clientes em 2018 – cerca de um ano e meio após abrir o seu negócio. “Todos os detalhes da entrega são previamente combinados. Ele pode escolher se quer receber a comida quentinha ou congelada. Se deseja receber comida para consumir naquele mesmo dia ou se já quer receber o cardápio da semana inteira”, explica.

Com as medidas de isolamento social para a prevenção do novo coronavírus, a empreendedora criou um novo pacote voltado a atender as famílias que estão em casa. Assim, ela produz e entrega as marmitas individuais para cada integrante da família, sempre levando em conta a quantidade de calorias que cada uma precisa e também os seus gostos pessoais. Com isso, ela já contabiliza um aumento recente de 35% nas vendas de seu clube de assinaturas.

Uma das maiores pet shops online do Brasil, a Petlove também comemora o sucesso do seu clube de assinaturas, que representa 65% do volume de faturamento da companhia. Marcio Waldman, fundador e CEO da empresa, confirma que a procura pelo clube de assinaturas aumentou durante o período de distanciamento social.

“Recebemos muitos clientes novos, que nunca compraram com a gente. Grande parte deles já se tornou assinante na primeira interação.” Atualmente, o empreendedor observa que a taxa de cancelamento ou pausa de assinaturas é cada dia menor e a empresa registra hoje uma de suas menores taxas de abandono.

MONTANDO UM CLUBE

Logística: item básico, não pode haver falhas. A encomenda precisa chegar em dia e horário combinados. Em caso de atrasos ou erros, comunicação honesta é fundamental.

Relacionamento: o clube precisa ser uma experiência, não só entregar um bom produto ou serviço. O atendimento precisa ser impecável.

Planejamento: idealizar como o processo vai acontecer, tanto internamente como os processos para os clientes.

Divulgação: deve ser sempre feita, mesmo por quem já tem um clube de assinaturas bem-sucedido. Quem está fora deve saber como é bom estar dentro do clube.

Nicho bem definido: seja específico na divulgação, no relacionamento do dia a dia e também nas vendas. É preciso mostrar intimidade com quem você está conversando.

Fonte: Caroline Minucci, consultora do Sebrae-SP.

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