Conte sua historia: Melodia renovada

Quero Inovar

Artigo - 11 de novembro de 2021

Por Sebrae-SP 

Thais Chamma e o pai dela, Sérgio, inovaram em uma escola de música tradicional em Santo André

“A Riff Musical é uma escola de música profissional em Santo André que existe há 20 anos. No início, pertencia ao meu amigo Eduardo Soares, que foi meu professor de canto. Tive muitas experiências com ele, como o programa Ídolos, e no fim nos tornamos grandes amigos.

Um dia, Eduardo comentou que iria vender a escola. Eu não quis acreditar, falei que não poderia fazer isso, pois a Riff era o único lugar em que eu me sentia bem, já que, na época, eu tinha depressão e síndrome do pânico porque estava infeliz com meu antigo trabalho. A música era a única coisa que fazia sentido para mim. Ele sugeriu então para que eu comprasse a Riff Musical; não pensei duas vezes e comprei. Meu pai, Sérgio Chamma, estava sem objetivos após se aposentar e entramos nessa juntos. Compramos em agosto de 2015, com um dinheiro que nem tínhamos, mas acreditávamos tanto que iria dar certo que assumimos a escola. Eu cuidava das pessoas e meu pai, da parte financeira. 

Foi um grande desafio no começo, a escola tinha poucos alunos e pouca estrutura. Tivemos de pensar em cada detalhe para entender onde precisávamos melhorar. No primeiro dia, quando chegamos para trabalhar, abrimos a porta, olhamos um para o outro e pensamos ‘e agora?. Tínhamos empolgação e vontade de fazer dar certo, mas nos faltava o conhecimento. Começamos a conversar com músicos e professores para entender mais sobre esse mercado.

Assim, procuramos cursos para nos aprimorar e descobrimos, enfim, o Sebrae-SP. Fizemos cursos de administração, liderança, vendas etc. Aprendemos, principalmente, que é necessário ter uma boa gestão e funcionários qualificados para o bom funcionamento da empresa. Com o Sebrae-SP, aprendemos inúmeras ferramentas que automatizam ações manuais que nos faziam perder tempo. Além disso, o Sebrae- -SP nos ensinou nossa maior lição: sermos líderes, e não chefes. 

Antes da pandemia, tínhamos um grande número de alunos e conseguimos atingir mais de 60% da nossa capacidade. Investimos em nossa infraestrutura, equipamentos para alunos e professores, layout, divulgação na internet, entre outros. Juntamos a tradição com a inovação. Voltamos a chamar a atenção novamente em Santo André, já que a Riff Musical tinha sido uma escola muito conhecida. 

Em 2020, veio a pandemia e, consequentemente, tivemos de fechar a escola. Nossa maior preocupação era como passar emoção, paixão, alegria e diversão para nossos alunos por uma tela. Fizemos uma reunião com os professores para entendermos como iríamos prosseguir e pedimos ideias que poderiam manter nossos alunos interessados. Emprestamos equipamentos musicais para professores – já que muitos não tinham a estrutura pronta em casa – e ajudamos com custo de internet, já que alguns tinham um plano ruim. Para nossos alunos, realizamos apresentações em lives e videoclipes, também investimos em uma estrutura profissional, para que nossos alunos sentissem a emoção ao se apresentarem online. Nosso objetivo era lembrá-los de que faziam parte da Riff Musical, uma vez que estavam em contato direto com os professores. 

Após o retorno das atividades, pensamos em todos os tipos de medidas que teríamos de tomar para que nossos alunos se sentissem seguros na volta às aulas presenciais. Criamos placas de acrílicos que separassem o aluno do professor durante as aulas, pedimos para a zeladora começar a vir todos os dias da semana e higienizamos as salas a cada aula. Também compramos faceshields para todos os nossos professores, entre outras muitas medidas.

Nós percebemos que, depois dessa pandemia e do isolamento por mais de um ano, as pessoas estão cada vez mais depressivas, tristes e magoadas. Mas a música pode acessar lugares do cérebro que não conseguimos de outras formas. Esse é o nosso maior objetivo: tocar o coração dessas pessoas e melhorar suas vidas por meio da música. Trazer amor, carinho, paixão, sonho e esperança depois desse momento de tanta tristeza.”