Delivery de alimentos prontos pede embalagens adequadas. Confira:

Quero ser um empreendedor melhor

Artigo - 13 de maio de 2020

Por Sebrae-SP  | Delivery, Embalagens

Com a quarentena decretada como forma de conter o avanço da pandemia do novo coronavírus, o que causou impacto direto nos negócios que dependem da circulação de consumidores, a estratégia das empresas de refeições para manter suas atividades foi direcionar sua operação para o delivery.

Uma parte já contava com o serviço e outra teve que se adaptar às pressas, mas é fato que a mudança causada pela crise de saúde pública mundial antecipou uma tendência que especialistas em consumo já previam, que era a adoção cada vez maior por parte dos consumidores de compras online, incluindo refeições.

O próprio consumidor também acabou se adaptando ao delivery “na marra”, já que muitos ainda tinham resistência com esse tipo de serviço, como o empreendedor e consumidor Matheus Muniz. “Eu tinha um preconceito com delivery de comidas prontas, achava que não era bom, mas agora vejo que funciona e até me acostumei com a comodidade”, contou.

“As compras online vieram pra ficar. A categoria ‘alimentos’ até então não era a de maior presença nas compras online e hoje está sendo a principal. Muitas pessoas que não compravam, passaram a experimentar. Isso não vai ter mais volta”, avalia a consultora do Sebrae-SP Ariadne Mecate.

Neste novo cenário, as embalagens têm uma grande importância para manter o serviço com qualidade. “Lembrando que a apresentação da refeição é uma das primeiras coisas que nos impacta”, observa o empreendedor Luiz Silveira, dono da Scuadra, empresa que fornece embalagem para restaurantes, entre eles os mais badalados de São Paulo.

A empresa de Luiz é um termômetro de quanto o serviço de delivery está aquecido. Há 45 dias, ele conta, não consegue absorver novos clientes, já que o aumento da demanda entre os clientes habituais quase dobrou.

Sua fábrica em Guarulhos (SP) produzia uma média de 850 mil embalagens por mês até março. Em abril, essa produção saltou para 1,5 milhão de unidades.

Com a dificuldade em aumentar capacidade a produtiva por meio de maquinários, justamente por conta da crise sanitária mundial, a solução foi ampliar a operação para 24 horas por dia, o que acarretou na contratação de 30 novos funcionários.

Luiz conversou com o Blog Sebrae Seu Negócio sobre quais as embalagens mais indicadas para cada tipo de alimento. Confira:

ISOPOR
A vantagem dessa opção é o custo, já que chega a ser de 3 a 4 vezes mais barata que as de outros materiais. Contudo, a própria Anvisa não recomenda seu uso para acondicionar alimentos, pois o isopor pode liberar micropartículas que contaminam o alimento – seja quente ou frio – e prejudicar a saúde. Mas, segundo Luiz, é uma das mais usadas pelos estabelecimentos, em torno de 40% dos restaurantes optam por esse tipo.

Além da questão de saúde, o isopor é um material que não é reciclado no Brasil, portanto, acaba sendo também um grande problema ambiental. Ou seja, o isopor é um caso clássico de “o barato que sai caro”.

E ainda não é ideal para a conservação dos alimentos, uma vez que abafa e eles ficam murchos. Pense, por exemplo, na batata frita e frituras em geral que são entregues dentro de recipientes de isopor.

PLÁSTICO
Este material já está com os dias contados nos estabelecimentos em São Paulo e outras cidades (lei que bane o uso de embalagens plásticas na cidade de São Paulo foi sancionada e entrará em vigor a partir de janeiro de 2021), mas que, com a pandemia, tem sido uma alternativa para os estabelecimentos, até porque, a capacidade produtiva não está conseguindo dar conta da nova demanda por embalagens.

Não é o ideal, mas é melhor que o isopor.

PAPEL
Material indicado pela Anvisa para alimentos prontos. As embalagens de papel não contaminam os alimentos, são recicláveis e oferecem boa conservação. Ou seja, é a mais indicada quando se fala em saúde e meio ambiente e qualidade de apresentação.

Elas devem ser compostas de 97% de papel biodegradável e 3% de polietileno virgem por determinação Anvisa.

Para melhorar a conservação dos alimentos e oferecer uma entrega semelhante ao restaurante, vale estar atento às orientações:

-Sobremesa, porções, frituras e acompanhamentos: embalagem de fechamento manual, que encaixa o fecho e fica tampada.

-Frituras: precisa ter um respiro na embalagem para não murchar, seja ela de plástico ou papel.

-Pratos com molho: embalagem selada com fechamento lacrado. É necessário ter uma seladora, que fecha completamente. Melhor opção para manutenção da temperatura, para estoque no transportar e para evitar vazamentos.

Luiz Scuadra destaca que as embalagens de papel são recicláveis, portanto, não devem ser vinculadas à geração de lixo e podem ser descartadas no lixo reciclável/seco, mesmo com sujeira do molho. Ele explica que elas viram papel novo, porém esse papel reciclado novo não é usado de novo para alimentos.

A consultora Ariadne também orienta aos empreendedores que revisam os itens do menu que serão oferecidos no delivery. Pode ser que seja preciso readequar alguns deles para evitar problemas durante a entrega.

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