Dia do Empreendedorismo Feminino: conheça o 1000 Mulheres e suas histórias inspiradoras

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Artigo - 19 de novembro de 2019

Por Sebrae-SP  | empreendedorismo, Empreendedorismo Feminino, Programa 1000 Mulheres

“O empreendedorismo me trouxe a liberdade de fato”. A frase dita por Desireè Mendes carrega tanto um significado literal quanto simbólico. Para muitos o empreendedorismo significa liberdade, mas para as participantes do Programa 1000 Mulheres do Sebrae-SP a atividade empreendedora representa uma libertação ainda mais significativa, pois, a maioria delas, pode se ver livre da violência que muitas vezes acontece dentro da própria casa.

No caso de Desireè, o empreendedorismo foi a saída de uma trajetória de duas décadas de vícios e prisões. Após sair pela última vez da prisão, Desireè não encontrou a liberdade plena, já que seu passado pesava contra na hora de conseguir um emprego. E assim começa a história de um empreendedorismo libertador e empoderador.

Desireè é uma das três mil mulheres que participaram do Programa 1000 Mulheres, que oferece às mulheres em situação de vulnerabilidade social – como aquelas em situação de rua, idosas, imigrantes, indígenas, negras, com deficiência física e mental, reeducandas (em situação de reclusão), refugiadas, transgêneros e vítimas de violência – o empreendedorismo como opção de geração de trabalho e renda para transformar a vida daquelas que se encontraram presas a uma rotina de dependência, financeira ou emocional.

O programa oferece 20 horas de capacitação ao longo de cinco dias seguidos e inclui as seguintes trilhas:

– Gestão Super MEI

– Fluxo de Caixa

– Como precificar

– Palestras sobre negócios e inspiracionais

– Empoderamento Feminino

– Negócios de Impacto Social

Hoje embaixadora do Programa 1000 Mulheres, Desireè destaca a importância de fazer o planejamento, mesmo se a atividade estiver na categoria MEI – Microempreendedor Individual. A chef confeiteira aponta que as capacitações que mais impactaram no seu planejamento foi aprender a precificar, a fazer a ficha técnica dos produtos e a elaborar o fluxo de caixa. Ela acredita que trabalhar com comida “tem tudo para dar certo”. No seu caso, está dando tão certo que em 2020 já deve se desenquadrar da categoria MEI.  “A sociedade deixa a realidade ainda mais dura fechando as portas pra gente. Mas agora vão ter que me engolir com doçura”, celebra ela.