Doce reinvenção

Quero Inovar

Artigo - 30 de junho de 2021

Por Sebrae-SP  | Delivery, empreendedorismo, Internet

Laura Bezerra perdeu seu público com a pandemia, mas conquistou novo mercado na internet.

 Eu nasci em 1966 no município de Jaguaruana, no Ceará. Naquela época não tinha luz elétrica na minha cidade. Aos 7 anos, minha família se mudou para a cidade vizinha, Russas, para eu estudar. Eu adorava ajudar minha mãe
e minha avó na cozinha, principalmente porque elas faziam doces, mas eram apenas doces feitos de frutas e de leite, eu ainda não conhecia nenhum doce feito de chocolate.

Mudei-me para São Paulo em 1984, aos 18 anos, onde continuo até hoje. Em 2013, eu acabei saindo de uma empresa onde trabalhava e fiquei três anos parada, sem perspectiva nenhuma. Em 2016, tive interesse de voltar a estudar, algo que sempre foi meu foco, até que um dia meu filho me pediu para fazer brigadeiro para o aniversário dele. Na ocasião, eu tive dificuldade de fazer, pois eu nunca acertava o ponto. Então decidi fazer um curso do Sebrae e foi lá que conheci o ‘brigadeiro gourmet’, uma receita em que o foco é reduzir o açúcar e acentuar o gosto do chocolate, o que é diferente da receita do brigadeiro tradicional que fazemos em casa, que só leva leite condensado e achocolatado. O curso foi muito além da capacitação profissional. Os professores são extremamente qualificados e também incentivam os alunos para melhorarem suas vidas como um todo. Foi uma experiência única.

Fiz o curso do Sebrae e os doces para o aniversário do meu filho. Todos que provaram adoraram. Conforme o tempo foi passando, fui fazendo mais para dar de presente. Até que um dia, minha irmã sugeriu que eu levasse esses docinhos na creche onde ela trabalhava para degustarem. E foi aí que as pessoas começaram a comprar e a ‘De Olho no Brigadeiro’ surgiu. Minha filha deu o nome e meu filho criou o logo, o que torna a marca muito pessoal para mim e faz toda a diferença. Depois disso, estudei mais a fundo, testei e experimentei muito até criar a minha própria receita: um brigadeiro diferente de qualquer outro.

O maior prazer que eu tenho com a minha marca não é a parte financeira, mas a satisfação do cliente. A única dificuldade que a nossa marca tem hoje é o preconceito com nossos valores; por ser um preço abaixo do mercado, muitas pessoas pensam ser um produto de má qualidade, mas é apenas porque o que eu mais acredito hoje é que todos têm o direito de ter um produto de baixo custo e ótima qualidade. Eu quero que meus doces sejam acessíveis para todas as pessoas.

Em março de 2020, com o fechamento dos shoppings devido à pandemia, tudo se complicou. Nós tínhamos contrato com três shoppings, fornecíamos os doces para os eventos que aconteciam, e em cada um deles havia uma média de 250 crianças para atender. Além disso, havia a rotina de restaurantes e eventos para onde entregávamos doces. Então, por um tempo, ficamos sem vender nada.

Até que uma colega do curso do Sebrae me deu a ideia de criar um Instagram para a loja e, a partir daquele momento, o perfil da loja cresceu e chamou a atenção dos clientes. Hoje, a ‘De Olho no Brigadeiro’ vende online pelo Instagram e pelo WhatsApp. Também houve uma mudança no estilo de venda, hoje eu vendo para pessoas físicas diretamente e sabemos que o processo de lidar com pessoas é difícil – e entender os seus gostos é mais ainda. Eu procuro saber o que gostam para personalizar cada pedido, porque o meu foco não é lucro, mas a satisfação do cliente.

Até que uma colega do curso do Sebrae me deu a ideia de criar um Instagram para a loja e, a partir daquele momento, o perfil da loja cresceu e chamou a atenção dos clientes. Hoje, a ‘De Olho no Brigadeiro’ vende online pelo Instagram e pelo WhatsApp. Também houve uma mudança no estilo de venda, hoje eu vendo para pessoas físicas diretamente e sabemos que o processo de lidar com pessoas é difícil – e entender os seus gostos é mais ainda. Eu procuro saber o que gostam para personalizar cada pedido, porque o meu foco não é lucro, mas a satisfação do cliente.

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