Em tempos de coronavírus, Marketing Digital passou a ser estratégia de sobrevivência para as MPEs

Quero minha empresa na internet

Artigo - 13 de abril de 2020

Por Sebrae-SP  | E-commerce, Marketing Digital, Vendas

Com a crise de saúde pública obrigando as pessoas a se isolarem e consequentemente reduzir as interações, os negócios passaram a serem feitos nos meios digitais. Por isso, o marketing digital passou a ser questão de sobrevivência para todos os negócios, especialmente os pequenos.

Mas, o que significa ‘marketing digital’? “É a estratégia de marketing aplicada aos canais digitais”, resumem os consultores do Sebrae Luiz Navarro e Thalita Medeiros. Thalita lembra que quem já tem desenhada um planejamento de marketing do seu negócio, já está bem adiantado para focar no marketing digital.

Para iniciar as ações de marketing digital, os consultores orientam que o primeiro passo é entender quem é o cliente: o que usa, seus hábitos de consumo, as preferências e as necessidades. “Por isso, ter um cadastro atualizado sobre seus clientes é importante e está fazendo falta agora para quem não fez lá atrás”, destaca Thalita.

Tendo em mãos essas informações sobre os clientes, o próximo passo é exercitar o poder de planejamento. E aí pensar em novas formas de oferecer o seu produto ou serviço, pensar em quais redes sociais explorar, como vender e como entregar.

“Lembrando que o marketing digital pode ser feito por todos os tipos de empresas, das micros até as grandes, pra prestador de serviço e para que vende produto”, diz Thalita. “É uma situação em que vale muito aquela história de que quem não é visto não é lembrado”, completa Luiz.

Thalita dá um exemplo de como se posicionar no marketing digital para quem vende bonecas de pano. A primeira coisa é mostrar sua proposta de valor, ou seja, você não vende bonecas de pano, você vende uma conexão com as brincadeiras do tempo da vovó (memória afetiva) e você vende um momento de criança longe de tv, tablet ou smartphone.

Outra possibilidade, por exemplo, é montar kits complementares ou similares para venda, o que pode até aumentar o seu ticket médio. Como quem trabalha com estética e beleza, que pode sugerir kits para a cliente usar em casa.

Outro bom exemplo tem sido o setor de festas, que pode adaptar e vender kits de decoração ou de comidinhas (ou os dois) para festas em casas, com os familiares, e que as pessoas têm feito com transmissão online. Uma alternativa que tem sido bastante explorada pelos pequenos negócios é a de venda de voucher, ou créditos, para serem usados após o período de quarentena.

“Promova também conteúdo para seus clientes”, incentiva a consultora. Isso quer dizer que não precisa impactar seus clientes e potenciais clientes com mensagens que sempre dizem “compre de mim”. “O conteúdo não pode ter sempre cara d classificados”, destaca Thalita.

É possível também fazer e divulgar um vídeo mostrando o processo do seu trabalho, mostrar os benefícios, o que diferencia seu produto ou serviço de outros.

Compartilhe vídeos de seus clientes falando sobre seu produto ou serviço, mostre trabalhos já feitos no passado.

E, neste momento, é fundamental divulgar nas suas redes o comprometimento com higienização e limpeza, para passar confiança.

Use ferramentas como o stories e o whastapp business, use hashtags e palavras-chave baseadas naquilo que seu cliente busca. “Tem que criar o que chamamos de gatilhos mentais, que são palavras que chamam a atenção daquele seu público de interesse.”

Uma dica importante é estar atento à precificação. A compra online não é necessariamente uma compra de custo menor, já que compra online sigNIfica conveniência: o consumidor compra em casa e recebe em casa.

“O empreendedor tem que entender muito bem como fazer sua precificação. Avaliar o custo fixo, já que está trabalhando com portas fechadas. Preço é uma variável importante, tem que mostrar que seu preço é justo e competitivo”, orienta Luiz.

Outra dica é capacitar os seus vendedores para vender online, usar as palavras certas, trabalhar as habilidades de venda e persuasão nesse canal digital.

Se a sua empresa for B2B, ou seja, que vende para outras empresas, valem as mesmas dicas. Avise seu cliente que está operando, faça contatos, se alinhe ao seu fornecedor.

Uma grande dúvida entre os empreendedores é se o melhor é ter um site próprio ou vender em marketplace. Thalita lembra que a vantagem do marketplace é que ele já tem pessoas acessando e trafegando naquele canal, enquanto um site próprio você terá que fazer um esforço de comunicação para mostrar que sua loja existe, quais seus produtos e levar esse fluxo para seu site.

Independente da plataforma, explore as redes sociais. Para profissionais autônomos prestadores de serviço, o LinkedIn é uma ótima rede para funcionar como ‘vitrine’.

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