Empresa de brinquedos infláveis corrige rumo na pandemia

Quero prosperar como MEI

Artigo - 9 de setembro de 2021

Por Sebrae-SP  | Brasil Mais, empreendedor, empreendedorismo

Luis Fernando Pereira, da PlayPark, priorizou a melhora dos processos internos enquanto aguarda a retomada

A PlayPark, fábrica de brinquedos infláveis criada em 2000, em Leme, começou com seu estoque no quintal da casa de Luis Fernando Pereira, então um dos sócios da empresa – que depois passou a ser só dele. Em 2006, a PlayPark apareceu em uma matéria na revista “Pequenas Empresas Grandes Negócios”, o que fez com que a fábrica ganhasse uma grande notoriedade no mercado, resultando em muitos pedidos de produtos. “Nós tínhamos tantos pedidos que não dávamos conta de atender a todos” diz Luis Fernando. Com o sucesso, veio também o desejo de expandir a empresa e, para isso, inovação foi um ponto fundamental. Desde o início, o foco da PlayPark foi voltado para entregar tecnologia aos clientes. Pereira conta que a empresa foi a primeira a implementar, ainda em 2009, o corte digital no segmento, assim como a impressão digital nos brinquedos.

“Isso elevou o patamar de design, já que antes era um artista que pintava manualmente”, diz. Além disso, a PlayPark começou a trabalhar com modelagem 3D. “Nós conseguimos desenvolver qualquer figura no brinquedo inflável, se você quiser um dinossauro 3D, conseguimos fazer, e isso fez com que a gente se nivelasse até ao mercado americano”, conta. Em 2018, em meio a um acompanhamento do programa Agente Local de Inovação (ALI), do Sebrae, a empresa chegou a ser vencedora do Prêmio Nacional de Inovação.

Assim como quase todos os empreendimentos ligados ao setor de eventos e entretenimento, a PlayPark ainda está sendo afetada de maneira drástica pela pandemia de Covid-19. Ele teve de reduzir muito os custos e, para isso, também precisou diminuir o quadro de funcionários. “Estamos tentando nos reinventar e buscarmos soluções para conseguirmos atravessar este período tão turbulento, mas ainda não encontramos alternativas que possam sobrepor as peças, porém não estamos desistindo, aliás, desistir não é uma opção”, diz Pereira.

Para ajudar a encontrar essas alternativas, o empreendedor procurou pelo Sebrae assim que soube do programa Brasil Mais (antigo ALI). “Fiz questão de participar por dois motivos: primeiro, porque estávamos em redução pela pandemia, e também porque vamos precisar retomar os negócios quando tudo isso terminar. Esse é o momento de olhar para dentro e enxergar onde podemos melhorar”, afirma. A análise do Sebrae apontou problema na cultura de indicadores, por exemplo. “Precisamos rever alguns processos internos nas áreas de produção, marketing, RH e administrativo. Principalmente na área de produção, onde tínhamos alguns gargalos”, diz.

Para melhorar esses processos, uma solução foi implantar reuniões periódicas para apresentação, acompanhamento e deliberação de ajustes sobre indicadores pré-definidos para cada setor. “Isso foi bastante positivo, pois ele sempre teve essa posição de criar essa cultura para gerar esses dados de indicadores e analisá-los. Conseguir criar esse hábito dentro da empresa faz com que ele consiga identificar os problemas um pouco antes de acontecerem”, diz Paula Pacheco, consultora do Sebrae-SP. No momento atual, enquanto se prepara para a retomada, Pereira conta que está satisfeito com os resultados que alcançou já que melhorar os processos internos era o seu foco principal.

“Participar do programa foi de grande valia para nós, pois conseguimos criar uma nova cultura de geração e análise de indicadores, assim como nos fez desenvolver metodologias novas de percepção dos problemas e de como agir para resolvê-los de forma a não se repetirem”, finaliza.

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