Filho ajuda pai com sua empresa focada em dedetização em Poá

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Artigo - 18 de agosto de 2021

Por Sebrae-SP  | Conte sua história, empreendedorismo, Franquias

Rafael Lins estudou química para ajudar na empresa de dedetização do pai

“A história da Tserv começa em 1994 com meu pai, Célio Barbosa Lins. Certa vez, em uma conversa, falaram para ele que matar barata dava dinheiro. Foi a partir daí que ele teve a ideia de abrir uma empresa focada em dedetização em Poá, cidade que abriga a nossa sede e onde moramos por muito tempo. 

Entrei na empresa só em 2010, quando tinha 16 anos. Na época fui para ajudar na parte do atendimento, aprender um pouco mais sobre o negócio da minha família e ver se aquilo era o que eu queria. Eu me joguei tanto no negócio que, em 2011, decidi fazer um curso técnico para me tornar químico e poder manusear, cuidar e aplicar os produtos de dedetização da nossa empresa. O manuseio e o cuidado são extremamente perigosos e qualquer falha pode resultar em multa ou até fechamento da empresa

No mesmo ano, meu pai decidiu se mudar de Poá, pois considerava uma cidade muito fechada para o nosso tipo de serviço e necessitávamos estar próximos de outros clientes. Com o tempo, vimos que, se fosse para crescer, teríamos que dar o primeiro passo, então abrimos a segunda unidade em Mogi das Cruzes, município maior e próximo a Poá. Eu acabei indo para ajudar a trazer novos clientes. 

Nesse período, estávamos tentando fazer com que nosso serviço fosse reconhecido. Na época, as pessoas não tinham ideia de como funcionava uma dedetização empresarial ou residencial; na maioria das vezes os próprios moradores aplicavam os produtos em suas casas, o que não é recomendado.

Quando nos mudamos para Mogi, contratamos pessoas e começamos a setorizar a nossa empresa. Porém, muitas delas não entendiam como a empresa funcionava e isso acabava resultando em problemas internos. 

Na busca por soluções, em 2015, meu pai conheceu o Sebrae-SP e o programa Brasil Mais, operado pelo Agente Local de Inovação (ALI). Um representante do Sebrae explicou como o projeto funcionava e quais benefícios traria para a Tserv.

Meu pai percebeu que com o programa conseguiria melhorar alguns pontos no nosso trabalho, desde a comunicação com o cliente até a entrega do produto final. Decidimos implantar todo o conhecimento adquirido no curso na nossa unidade de Poá e, assim, expandir para os nossos outros locais. Hoje, padronizamos os processos, melhoramos o conhecimento interno dos funcionários e o atendimento ao cliente. O projeto ALI agregou muitas benfeitorias ao negócio. 

Nossa empresa está há 26 anos no mercado, com as duas unidades próprias e cinco franquias, sendo quatro no Estado de São Paulo (Ituverava, Campinas, Guarulhos e Campos do Jordão) e uma na Bahia, em Lauro de Freitas. 

Com a pandemia, no início do ano passado, tivemos aumento na procura dos nossos serviços, já que havia a recomendação para manter a casa limpa para conter o avanço da Covid-19. Somando as unidades de Poá e Mogi que são as que eu cuido temos cerca de 800 serviços mensais. São escolas, prefeituras e residências.

A dica que eu deixo para quem quer começar é: acredite na sua ideia. Parece até clichê, mas é a verdade. É pensar diferente, é levar isso para sua realidade. Pense em tratar o cliente como você quer ser tratado quando comprar ou adquirir um serviço.”