Jornada da Exportação: como empreendedores podem acessar mercados internacionais

Quero ser mais competitivo no meu setor

Artigo - 19 de março de 2021

Por Sebrae-SP  | Exportação, mercados internacionais

Primeiro dia do evento online, realizado pelo Sebrae-SP em parceria com Fiesp e Apex Brasil, mostrou o caminho para MPEs alcançarem clientes no mundo todo

Na quarta-feira (10), teve início o evento online Jornada da Exportação, realizado pelo Sebrae-SP em parceria com a Fiesp e com a Apex Brasil, com o objetivo de incentivar os pequenos e médios negócios a conseguirem acessar os mercados internacionais. A primeira palestra do dia, comandada por Larissa Keiko Moreira, gestora de negócios do Sebrae, apresentou o conceito do chamado “Mundo BANI”, uma sigla composta pelas palavras em inglês Brittle, Anxious, Non-Linear e Incomprehensible (frágil, ansioso, não linear e incompreensível, em tradução livre). Para Larissa, a importância de entender essa definição da realidade atual está na forma de lidar com os negócios de maneira mais saudável e também na busca de oportunidades dentro do comportamento das pessoas, que também está baseado nesse entendimento de mundo BANI.

Logo em seguida, Juliana Berbert, consultora de negócios e projetos do Sebrae-SP, discutiu sobre a transformação digital no mundo atual. A consultora citou algumas revoluções pelas quais a humanidade passou, chegando até o presente, em que tecnologias como a Internet das Coisas, inteligência artificial, simulações de cenário, aprendizado das máquinas e redes neurais estão entre os principais pontos da próxima grande mudança. Além disso, Juliana também comentou que esse fácil acesso a grandes tecnologias é o que permite aos pequenos negócios terem acesso a mercados mundiais. Apesar disso, ela lembra que é preciso estar atento a elementos como dados, clientes e processos de inovação.

A terceira palestra desse primeiro dia de evento foi apresentada por Rui Torres, fundador do programa Base Empreendedora, que abordou mais pontos sobre os comportamentos com foco na internacionalização. Além de citar quais devem ser alguns modos de agir para ser um empreendedor melhor, Rui discutiu os cuidados que devem ser tomados ao comercializar para outros países, como a atenção a qualidade do produto e aos processos legais de cada local.

Já a apresentação de Edgard Neto, consultor de negócios do Sebrae-SP, trouxe um pouco das tendências de mercado que foram apresentadas na NRF Retail’s Big Show 2021, maior feira mundial de novidades do varejo. Segundo Edgard, o principal tema nesse ano foi a presença do consumidor em diversos canais de atendimento, desde os consolidados meios digitais até modelos mais novos, como o curbside pick-up, uma versão evoluída do delivery em que qualquer item pode ser entregue em casa. Outro fator elencado pelo consultor são as parcerias, que se tornam cada vez mais essenciais para ganhar popularidade no mercado.

A palestra que encerrou esse primeiro dia de Jornada da Exportação foi sobre a internacionalização das micro e pequenas empresas, apresentada pelo professor da FIA Diego Coelho. Segundo ele, a exportação não é mais suficiente em termos de competitividade, pois isso significa apenas um dos componentes das vendas internacionais. Ao explicar o que leva as MPEs a serem internacionalizadas, Diego destacou que esses determinantes estão ligadas às variantes microeconômicas e macroeconômicas, que são aquelas que ocorrem fora da empresa, e também as variáveis organizacionais e comportamentais, que dizem respeito ao ambiente interno.

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