Mudança de rota

Quero ser mais competitivo no meu setor

Artigo - 27 de julho de 2021

Por Sebrae-SP  | empreendedorismo, Sebrae Transforma

Casal de empreendedores de Campinas alterou perfil de negócio durante a pandemia

Montar o próprio negócio foi a melhor ideia que o casal Adriana Guiraldelli e Luiz Antônio Missio poderia ter tido. Porém, para chegar ao ponto ideal, foi preciso ajustar o rumo do empreendimento. Luiz, que é aquele tipo “faz tudo”, prestava serviços para uma franquia de academias em Campinas. “O que precisar ele faz. A única coisa que não faz é manutenção nos equipamentos”, explica Adriana, que viu na atividade do marido a oportunidade de abrir uma loja para suprir a demanda de materiais que ele precisava para trabalhar. “Surgiu a necessidade de ambos os lados, então em vez de comprar material fora eu tive a ideia de montar uma loja com produtos elétricos e hidráulicos. Nossa intenção era ter o material para atender os clientes e suprir a demanda dele”, conta

Adriana. Nascia então, no início de 2020, a Ecocamp, voltada à venda de materiais elétricos e hidráulicos. O que ninguém contava era com a pandemia de Covid-19 em março do ano passado. Adriana e Luiz mal tiveram tempo de ficar com as portas abertas para atender o público. Quando o comércio voltou a funcionar parcialmente, o casal retomou as atividades sem a identificação visual adequada no estabelecimento.

Com isso, o público não sabia o que a loja oferecia. Adriana conta que, pelo fato de o estabelecimento estar em frente a uma lotérica, ela começou a prestar serviços que passavam diferentes do que o negócio oferecia. “Quando retornamos as atividades, eu tirava xerox, fazia impressão e atualização de boletos. As pessoas passavam em frente e não entendiam o que era o meu negócio” relata.

Adriana começou a sondar os clientes para entender como o seu negócio poderia mudar e atender em meio à pandemia. Certo dia, ela recebeu uma ligação de um de seus fornecedores oferecendo um estoque de galões de álcool em gel, mas ela não tinha capital para investir.

O irmão dela decidiu ajudar. “Custava R$ 4,5 mil e precisava pagar à vista, mas eu não tinha o dinheiro. Conversei com o Luiz e decidimos pegar o dinheiro com o meu irmão. Compramos todos os galões.”

Esses galões atendiam à demanda das academias para as quais Luiz prestava serviço e também passaram a ser vendidos na loja. Cada galão saía por R$ 80 e o valor investido se multiplicou com as vendas. Adriana percebeu uma brecha no mercado capaz de transformar seu negócio. A partir daí a loja de materiais elétricos e hidráulicos começou a vender produtos de limpeza e, por ser classificado como essencial, pôde continuar funcionando normalmente na quarentena. O negócio começou a ter ganhos rápidos, tanto que eles acabaram perdendo o controle das finanças. A compra de mais produtos para a loja, contratações e a mudança de local foram cruciais para o surgimento desse problema. Mas nesse “novo início” conturbado, um cliente da loja falou para ela dos programas do Sebrae-SP.

“Um dos meus clientes, que percebeu minha dificuldade e meu desespero, explicou que o Sebrae estava com as consultorias e os cursos online. Na mesma semana, recebi o pessoal do Sebrae que estava organizando um projeto em Campinas; acabei sendo introduzida no projeto ALI (Agentes Locais de Inovação)”, diz Adriana.

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