Endividamento: 5 passos para não sofrer com ele

Quero controlar meu dinheiro

Artigo - 22 de janeiro de 2022

Por Sebrae-SP  | dívidas, endividamento, pagamentos em atraso

A gestão financeira é um dos principais desafios dos empreendedores, porque, se não for feita com a dedicação e as ferramentas necessárias, uma hora ou outra o endividamento vai bater na porta. E uma empresa endividada não resiste por muito tempo no mercado. 

É quase como aquele artista circense que precisa manter vários pratos no ar sem deixar cair: fluxo de caixa, capital de giro, contas a pagar, precificação, fornecedores, folha de pagamento e, em alguns casos, parcelas de financiamento. 

Para todas as empresas, mas principalmente para os micro e pequenos negócios, o desequilíbrio de qualquer uma dessas funções pode custar caro, e até mesmo causar dívidas altas e um dano irreversível à empresa.

Se seu negócio já está endividado, ou se você se preocupa com a possibilidade do endividamento, continue a leitura desse artigo, nós vamos abordar 5 ações que podem aliviar essa realidade.

O endividamento entre micro e pequenos negócios

Segundo esta publicação da Agência Brasil, o período de crise financeira iniciado em 2020 afetou as vendas das micro e pequenas empresas em 59%. E o baixo faturamento somado às inadimplências dos próprios consumidores obrigaram empreendedores a agir. 

Este artigo da Isto É afirma que 80% dos entrevistados adotaram cortes de despesas, 37% optaram pelas renegociações com bancos e os demais iniciaram medidas drásticas como demissões e renegociação de salários, tudo para evitar mais endividamento.

Seja pelo atraso nos pagamentos da próprias empresas, seja pela inadimplência dos consumidores, o endividamento é uma realidade que está batendo na porta de 5,33 milhões de micro e pequenas empresas e precisa ser encarada com seriedade para que estas dívidas não resultem em mais dívidas, ou até mesmo na falência da empresa.

Como agir para superar o endividamento?

Algumas ações podem reduzir os prejuízos do endividamento e fortalecer sua empresa para que, em novas situações de crise, a gestão financeira não fique tão abalada. Acompanhe algumas delas a seguir: 

1.Analise fornecedores e faça negociações 

O ideal é que o empreendedor já tenha algumas opções de fornecedores para que haja a possibilidade de negociar o melhor custo-benefício e fazer negócios com outro parceiro. No momento em que a empresa está endividada, o bom relacionamento com seus fornecedores será fundamental para negociar não apenas preços, mas condições de pagamento e prazos. Há casos em que fornecedores aceitam continuar fornecendo com carência para começar a pagar. Caso o fornecedor tenha um bom desconto para pagamentos à vista, considere uma linha de crédito. Mas pesquise bem e avalie com muito cuidado essa alternativa, pois, se mal administrada, pode gerar um novo endividamento. 

2.Reduza gastos e aumente as vendas 

A primeira coisa a fazer quando a empresa está endividada é um “pente fino” nas contas da empresa. Liste tudo o que está devendo e para quem. Depois, avalie bem o quanto poderá pagar por mês para quitar a dívida. A partir daí, parta para a negociação com os credores. Aproveite este momento para entender o que levou ao endividamento de sua empresa, de forma a evitar os mesmos erros. Esta também é a hora de avaliar o que pode ser enxugado em seus custos – e que não afetem a operação. Outra estratégia seria levantar o estoque e avaliar o que pode ser liquidado ou promovido para levantar um dinheiro e ajudar no pagamento das dívidas.

3.Priorize o pagamento de dívidas mais importantes 

Se não for possível pagar todos os credores, priorize os gastos que mantém a empresa aberta e funcionando: água, luz, gás, produtos e funcionários essenciais. Tributos também devem ser prioridade nos pagamentos, já que o atraso pode levar à penhora de alguns bens. Para todas as outras dívidas, tente negociar o pagamento para daqui a alguns meses.

4.Faça empréstimos, mas com consciência 

É estranho pensar em fazer um novo empréstimo quando o problema inicial é não ter dinheiro sobrando para quitar as outras dívidas. A sensação é de estar “trocando seis por meia dúzia”, mas não pense dessa forma. Hoje em dia existem linhas de crédito especiais para micro e pequenas empresas, com juros baixos e parcelas adequadas. Também pode ser interessante negociar os pagamentos integrais e à vista. Dessa forma você concentra várias dívidas em uma só – com o concessor do crédito – facilitando a administração. Mas cuidado: avalie muito criteriosamente as taxas de juro e condições de prazo e de pagamento para não acumular mais uma dívida ou causar o efeito “bola de neve”. Busque linhas de crédito mais baratas, como aquelas que aceitam bens quitados como garantia. As parcelas devem ter valor compatível com a capacidade da empresa. Se for adquirir o crédito com o banco, talvez você consiga um tempo de carência para começar a pagar.

5.Tenha um planejamento para negociar a limpeza do nome da empresa  

Se seu negócio já está endividado, você terá que negociar diretamente com seus credores para encontrar alternativas de quitação de dívidas e limpar o nome da empresa. Seja transparente e proativo. Leve uma proposta de um plano de reestruturação de sua empresa, com números realistas sobre o futuro que incluam vendas, custos, despesas e lucro. Você precisa mostrar que sua empresa ainda é viável. Nesse momento, talvez seja hora de desfazer-se de bens materiais para levantar mais dinheiro e quitar algumas dívidas. Mas lembre-se: nem todos aceitarão sua proposta de negociação. Mesmo com ameaças e pressões, não assuma um compromisso que não poderá cumprir.

Estas foram as 5 ações principais para quem quer tirar a empresa do endividamento. Como dissemos na introdução deste artigo, é necessário ter uma gestão financeira eficiente para organizar o dinheiro da empresa e evitar ou reduzir os prejuízos das dívidas, e isso só é possível utilizando ferramentas adequadas. Se você quer melhorar a saúde financeira do seu negócio, baixe nosso material exclusivo sobre capital de giro e comece a organizar seu negócio!