Sucesso em duas rodas

Quero abrir minha empresa

Artigo - 28 de abril de 2021

Por Sebrae-SP 

Ainda na década de 1990, Jaci Maximinio viu nas bicicletas a oportunidade para empreender

“Tudo começou em 1987, quando eu tinha 15 anos e aprendi a andar de bicicleta. Naquela época, eu já estava buscando algo com que trabalhar. Cheguei a entrar em uma empresa onde fiquei até o fim de 1989. Naquele mesmo ano, minha mãe abriu um restaurante e eu cuidava das entregas das marmitas – todas feitas de bicicleta. Porém, sem um bom conhecimento na questão administrativa, em 1993 decidimos fechar o restaurante para não quebrar de vez.

Quando terminei os estudos, eu já enxergava uma lacuna no mercado de bicicletas. Além da venda e da manutenção, queria levar algo mais para as pessoas como dicas de alimentação, de como pedalar e como aproveitar ao máximo a bicicleta. Eu nem tinha ideia por onde começar a empreender nesse ramo.

Em 1994, conheci o Sebrae por meio de um programa de TV. Aquilo ficou na minha cabeça, pois eu sabia que não poderia cometer o erro do restaurante novamente. Passei duas semanas indo ao Sebrae diariamente para aprender e começar a montar minha bicicletaria. Sem capital de giro, tive de me virar para conseguir o dinheiro para montar a loja. A solução foi vender uma TV de 29 polegadas que eu tinha.

Foi uma aposta ousada. Em 28 de março de 1994 abri a bicicletaria, que leva o meu sobrenome: era um local pequeno, mas aquela lacuna que visualizei lá no começo ainda existia. Além das manutenções que realizava, tínhamos a parte de consultoria para quem quisesse levar a bicicleta mais a sério ou até mesmo para quem desejasse se profissionalizar no esporte. O ano de 2000 foi o ponto crítico da bicicletaria. Como começamos com capital de giro muito baixo e todo ganho usava para a compra da minha casa, entramos em crise. Voltei ao Sebrae para procurar ajuda e ver o que estava fazendo de errado. Com as consultorias, cursos e todos os atendimentos, acertamos os pontos críticos da loja e continuamos.

Dois anos depois, decidi fazer eventos para quem gostava de andar de bicicleta; dessa forma fomos ganhando reconhecimento no meio e, no final de 2002, decidi ampliar os negócios e mudar para um local maior. Onde eu estava não suportava toda a estrutura que imaginava e precisava para fazer tudo o que queria. Além da parte festiva com os passeios, também começamos a organizar campeonatos de mountain bike e ciclismo de rua. Com tudo isso acontecendo, decidi me tornar atleta profissional. Eu me ausentei da loja e coloquei todo o foco nessa carreira. Acabei deixando de lado meu empreendimento e, em 2008, entramos em outra crise que durou até 2014. Foi um período muito complicado pois eu não tinha dinheiro para investir e o mercado estava crescendo. A minha única alternativa foi voltar ao Sebrae e pedir ajuda.

Participamos do movimento ‘Compre do Pequeno’, promovido pelo Sebrae em 2015. Foi um grande marco porque conseguimos ajudar outros empreendedores por meio da nossa associação de bairro, na vila Barros, em Guarulhos. Um ano se passou e tivemos o privilégio de ser convidados para participar de outro projeto do Sebrae chamado ‘Decolando com Guarulhos’, uma parceria com a empresa que cuida do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Nesse projeto, passamos por todas as oficinas, desde fluxo de caixa até planejamento e logística. Foi um grande diferencial para mim e meu negócio.

Estávamos muito motivados e cheios de vontade de crescer. Surgiu a oportunidade de ir para um local grande e transformar a bicicletaria em uma bike shop. Assim, batemos todos os recordes de atendimento e tíquete médio. Atualmente, nossa loja está entre as três melhores, segundo o Google, e com uma visualização média de dez mil internautas por mês. Além disso, estamos quase saindo da categoria MEI para EPP. Agora, o plano é formalizar nosso site, blog e o marketplace virtual. Daqui para frente eu não largo mais do pé do Sebrae! As dicas que deixo para quem quer ter seu próprio negócio são: pesquise o mercado, veja se o seu produto é viável e se cabe empreender nesse meio. E o mais importante: procure o Sebrae para ajudar.”

Como criar um plano de ação

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